Curriculum Vitae e perfil do futuro Comandante do Exército, o General-de-Exército Edson Leal Pujol

O Gen Ex Pujol, nascido em 02 de janeiro de 1955, na cidade de Dom Pedrito/RS, é filho do Coronel PM/RS PÉRICLES CORRÊA PUJOL e da Professora Estadual MARIA LINA LEAL PUJOL, e foi promovido ao posto atual em 31 de março de 2015.

Oriundo do Colégio Militar de Porto Alegre/RS, incorporou às fileiras do Exército em 1º de março de 1971 - na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, e concluiu a Academia Militar das Agulhas Negras em 15 de dezembro de 1977, quando foi declarado Aspirante a oOficial da Arma de Cavalaria.
 
Foi o primeiro colocado no Curso de Formação (de Cavalaria - realizado na AMAN), no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (realizado na EsAO - Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais) e no Curso de Comando e Estado-Maior (realizado na ECEME - Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), sendo um dos raros tríplices coroados das Forças Armadas. Fez ainda o Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército (também realizado na ECEME), e, dentre outros, cursou também os seguintes: 

- Curso Básico de Paraquedista
- Curso de Operações de Informações (Curso Básico de Inteligência)
- Curso de Operações na Selva
- Curso de Operações na Caatinga
- Curso Básico de Montanha
- Curso de Operações Aeromóveis

No exterior, realizou o Curso Avançado de Blindados na Escola de Blindados do Exército Norte-Americano, em Fort Knox, EUA, tendo sido o 1º colocado da turma (entre todos os alunos, incluindo americanos).

Possui, ainda, diversos cursos civis, entre eles os da Escola Nacional de Administração Pública/ENAP e o MBA Executivo, Administração de Negócios, e o de Gerenciamento de Projetos, ambos da Fundação Getúlio Vargas. Realizou, também, Cursos de Especialização em Operações de Paz do Sistema das Nações Unidas.

Durante sua vida militar, serviu no 7º e no 12º Regimento de Cavalaria Mecanizado, no 3º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e no antigo Gabinete Militar da Presidência da República. Foi Instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. 

Como Oficial de Estado-Maior, serviu nos Comandos Militares da Amazônia e do Sul e foi Analista da Área Internacional, Chefe de Divisão e Subchefe no Centro de Inteligência do Exército.

No Exterior, exerceu as funções de Observador Militar das Nações UNIDAS em El Salvador – ONUSAL, América Central; e de Adido de Defesa, Naval e do Exército junto à Embaixada Brasileira no Suriname, América do Sul.

Comandou a Escola de Administração do Exército e o Colégio Militar de Salvador, na Bahia.

Como General de Brigada, comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Santiago/RS, e a Academia Militar das Agulhas Negras, AMAN, em Resende/RJ.

Como General de Divisão, foi Chefe do Centro de Inteligência do Exército; Comandante das Forças de Paz da MINUSTAH, no Haiti, e, Secretário-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em Brasília/DF.

Como General de Exército, foi Secretário de Economia e Finanças, em Brasília/DF, e Comandante Militar do Sul, em Porto Alegre/RS, comando que reúne 70% do contingente do Exército brasileiro. Trata-se da maior força militar da América Latina (do México à Patagônia), que também foi chefiada pelo vice-presidente, General Hamilton Mourão. 

Assumiu a Chefia do Departamento de Ciência e Tecnologia no dia 4 de maio de 2018, sendo um dos mais respeitados oficiais da sua geração.

O General Pujol prima por um estilo mais reservado. Diferentemente de outros generais, que passaram a se manifestar publicamente de forma regular, sobretudo pelas redes sociais, General Pujol tem se mantido longe das mídias digitais. Outra diferença importante é o seu distanciamento do “establishment político”. O Genetal de Exército Villas Bôas (atual comandante do Exército) chegou a ser chefe da Assessoria Parlamentar do Exército, o que naturalmente o transformou em um “liason” entre a Força e o Congresso. 

No caso de General Pujol, não se tem notícia de que ele mantenha interlocução de natureza política. Mesmo entre seus colegas de oficialato, o General Pujol é conhecido como um homem de poucas, mas firmes palavras. Sua capacidade de liderança e prestígio junto à Força, ressalte-se, são incontestáveis. Sabe se ainda que o General Pujol coaduna dos princípios que sempre pautaram o General Villas Bôas – de quem, inclusive, é muito próximo – de respeito e defesa intransigente da Constituição. 
 
É seguidor da doutrina que o atual Comandante do Exército talhou no ápice da crise institucional e do apelo das ruas por uma intervenção das Forças Armadas: estabilidade, legalidade e legitimidade. Em setembro de 2017, durante palestra que proferiu na Associação Comercial do Rio Grande do Sul – em uma em uma de suas raras apresentações públicas –, General Pujol afirmou com todas as letras que “intervenção militar não é solução”. 

Além da relação com o Comandante Villas Bôas, General Pujol é bastante próximo do futuro ministro da Defesa, General Fernando Azevedo e Silva, e do novo chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno. No caso deste último, inclusive, há um ponto de interseção em suas carreiras militares que aumentou a afinidade: ambos participaram da Força de Paz na Missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH).

Por uma dessas coincidências da vida, sua nomeação significará também o reencontro de velhos colegas: nos anos 70, General Pujol e Presidente Bolsonaro integraram a mesma turma na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Mas certamente o General Pujol, que será o Oficial-General mais antigo do Exército em dezembro de 2018, tem (também) uma trajetória à altura do desafio de suceder o general Villas Bôas, o mais emblemático e influente Comandante do Exército na história recente do país.

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