Prefeitura do Rio perseguirá crianças não-vacinadas nas escolas


 

A falta de limites para as autoridades outorgada pelo Supremo Tribunal Federal vai produzindo mais uma página inacreditável do arbítrio travestido de democracia. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro anunciou que fará buscas nas escolas pelas crianças de 7 a 11 anos cujos pais optaram por não vaciná-las. A justificativa para essa postura que deveria estar apenas nos livros de história dos totalitarismos é de que a cobertura vacinal nessa faixa etária continua “muito baixa”, conforme julgamento do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

A partir da semana que vem, a gente começa uma busca com as crianças que já voltaram a estudar. Vamos distribuir uma ficha para os pais preencherem sobre a situação vacinal da criança, e a gente vai agendar a aplicação na própria escola, com a autorização dos pais”, disse o secretário, em entrevista a um telejornal na manhã desta sexta-feira (04/02).

A perseguição ocorrerá, a princípio, durante o mês de fevereiro e não ficará restrita à rede municipal. O autoritarismo também tem como alvo escolas privadas e estaduais: “A gente vai fazer este mesmo processo com algumas escolas privadas e com as escolas estaduais também. Com as federais, a gente ainda está em processo de discussão”, revelou o secretário.

O secretário Daniel Soranz foi reconduzido ao cargo de secretário municipal de Saúde pelo atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, mesmo após o GAECC (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção) do Ministério Público do Rio ajuizar uma ação civil pública por improbidade administrativa contra ele e outro ex-secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann em 2017. Soranz e Dohmann comandaram a pasta no mandato de Paes encerrado em 2016.



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